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Lendo a Bienal
Quem visitou a 19a.Bienal Internacional do Livro percebeu o frisson causado pelos stands, era impressionante o número de pessoas que circulavam pelas ruas do pavilhão do Anhembi.
A alegria de ver tantas pessoas logo se dissipava, pois mesmo não conhecendo o resultado das vendas, não dá para entender porque as escolas promoveram tantas excursões durante a semana e até mesmo no último sábado, dia 18/03.
Crianças ainda não alfabetizadas, sentadas no chão, enfrentando filas imensas para poder chegar ao banheiro, bebês de colo e adolescentes preocupados mais em gritar do que fazer qualquer tipo de reflexão, incrível como a população paulista anda lendo, mas o que será que estão interpretando?
Quisera que ao menos dez por cento das pessoas que prestigiaram o evento fossem realmente leitores, com certeza a visitação e o apelo da mídia não seria tão grande.
A Bienal apresentou além de lançamentos e sessões de autógrafos, bate-papos e conversas com autores, apresentações de teatro infantil.
Talvez agora a Bienal do Livro pudesse ser definida como um evento MIX, porque as linguagens apresentadas são tantas, que às vezes é difícil entender o que se pretende com essas manifestações. Palestras repletas de gente para ouvir a opinião dos autores no Salão de Idéias e quando se abre para perguntas, o público quer saber como fazer para publicar...lamentável.
Muitas vezes o que se notava era o desencatamento, por conta do calor, da multidão e da falta de bom senso, stands com músicas em um volume ensurdecedor e até mesmo manifestações religiosas tomaram conta de algumas ruas do Anhembi.
O lado bom? Ouvir o jornalista Bernardo Azjemberg, Lauro César Muniz, Ferreira Goulart, Márcia Denser, Jacob Pinheiro Goldberg, o poeta Mario Chamie, Aziz Ab’Saber e outros tantos escritores que fizeram e fazem muita diferença no modo de refletir.
Agora é só aguardar 2008, na expectativa que se aumente o respeito pelo público e pelos expositores entre si. Que a leitura desta aventura sirva para uma reflexão e que em 2.008 se faça melhor.
Escrito por silvana tecolo às 10h47
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Tá sobrando assunto2...
É importante perceber que não só poemas mas também monografias ficam disponíveis, são construídas enciclopédias e de repente, mesmo frustrando expectativas de um mundo virtual mais dinâmico, tem-se o poder de estar diante da grande biblioteca imaginária de Borges.
Vejamos a seguir um trecho de uma entrevista, capturada na Trópico, que por si só fala muito do assunto em questão, sendo que só circula em rede, completamente on-line, isso é adesão, inclusão na rede, um novo papel, uma nova leitura, a informação ao alcance do teclado, enfim, como tá sobrando assunto, segue parte da entrevista realizada por Cícero Inácio da Silva.
O hipertexto e a hipermídia nas redes (WWW) eram vendidos como a possibilidade de democratização da informação, quase como o fim da lógica da propriedade sobre o conhecimento. O que vemos atualmente não é bem isso. Você acha que qualquer informação é “democratizante”?
Landow: Sim e não. Weblogs (blogs) apresentam informações técnicas e escolares, de ótima qualidade, criadas por um grande número de indivíduos que não estão inseridos em instituições acadêmicas. Além disso, muita informação sobre medicina e assuntos acadêmicos encontra-se livremente disponível na WWW, o que democratiza, de forma dramática, alguma informação.O fato de a hipermídia tender a ser mais democratizante que o material impresso não significa que ela automaticamente crie uma democracia política ou mesmo um sistema educacional mais democratizado -neste último caso, os professores precisam se abrir para as possibilidades de práticas educacionais focadas no aluno e para novos métodos de ensino.
Com tanto otimismo povoando a rede, é imprescindível que se coloque na roda de discussão o pensamento do pai do hipertexto, que realmente se reflita quais os rumos este novo e antigo meio social provoca em cada um, fica aqui parte do pensamento de Nelson, para que não sobre tanto assunto e se aprofunde nos que realmente interessam, principalmente porque fazem parte da aprendizagem e da educação contemporânea.
A web é a mesma prisão de quatro paredes do papel que o Mac e o Windows PC, com a menor concessão possível à escrita não-seqüencial ("escrita não-seqüencial" foi minha definição original de hipertexto em 1965) que um chauvinista da seqüência-e-hierarquia poderia ter feito.
Enquanto o Projeto Xanadu, nosso plano original que foi derrotado pela web, baseava-se amplamente em links de mão dupla, por meio dos quais qualquer pessoa poderia anotar qualquer coisa (e pelos quais os pensamentos podiam se ramificar lateralmente sem bater nas paredes).
Ainda mais estranho é o conceito de "browser". Pense nisso -uma visão serial de um universo paralelo! Tentar compreender a estrutura em grande escala de páginas da web interligadas é como tentar olhar para o céu à noite (pelo menos nos lugares onde as estrelas ainda são visíveis) através de um canudo de refrigerante. Mas as pessoas estão habituadas a esse "browser" seqüencial; hoje ele parece natural; e hoje esse browser talvez seja mais padrão do que as estruturas que ele vê e os protocolos cambiantes que as mostram.
Sinto uma certa culpa em relação a isso. Acredito que foi em 1968 que apresentei o projeto completo de Xanadu em duas mãos para um grupo de universidade, e eles o rejeitaram como "delirante"; então eu o emburreci para links de mão única e somente uma janela visível
Então que se cace assunto, que se pesquise, que se explore e que se conheça muito mais além do orkut, do mensseger e etc, e que se continue usando tudo, acrescentando, criando e claro, navegar é preciso...
Escrito por silvana tecolo às 11h27
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Tá sobrando assunto 1...
Tá sobrando assunto...
Ao longo do tempo e com essa pluralidade cultural, a diversidade de temas a tratar muitas vezes nos remete a um labirinto de idéias a serem discutidas, ora de forma objetiva ora subjetiva.
As novas mídias se tornaram um ponto de exploração constante para novas discussões. Tão novas, tão simples, com conceitos tão antigos e a prepotência de saber o que realmente atrairá os olhares.
Sem pretensão nenhuma criam-se blogs e flogs e discute-se a leitura de mundo, a leitura de textos, o hipertexto, a hipermídia e outros nomenclaturas para definir as experiências artísticas e sociais na rede.
Para os apaixonados e pesquisadores do tema, para os curiosos e para os perspicazes a rede povoa os olhos com informações atraentes e teóricas.
Neste terreno nômade, é possível indicar sites e criar todo o tipo de texto que se quiser livremente, sem a necessidade de uma direção regrada, possibilitando assim que todos se expressem sobre os assuntos que lhe são pertinentes e interessantes.
É bom encontrar com facilidade entrevistas e abordagens sobre variadas idéias, como é bacana poder facilmente colocar esta fala de Augusto de Campos, que de certa forma traduz um pouco do que muitas vezes sentimos diante da máquina:
O valor da poesia está no seu desvalor mercadológico. Na ética da sua inutilidade. Não se vende e por isso não tem compromissos senão com ela própria. Não tem utilidade prática. Por isso é útil. Sua anárquica contraproposta existencial tem em vista resgatar a essência melhor do ser humano, sufocada pelos instintos primários da ambição e do lucro, que infelicitam o convívio social.
Acreditando que a rede trabalha com essa estrutura a partir de softwares livres, da possibilidade de sampleamento, dos remix e até das pesquisas mais longas, não podemos obrigar que os usuários sejam monitorados por ordens, pois se pensarmos em obras criadas para circular na rede, valores como direitos autorais caem por terra. Se quer reservas de direitos, por que colocar na rede?
Continua no tá sobrando assunto 2... aqui não coube tudo...de novo
Escrito por silvana tecolo às 11h27
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CUMPRINDO A PROMESSA
Leia antes, o texto APENAS DOIS PONTOS: VÁRIOS LINKS, MUITAS DEFINIÇÕES, pois por problemas de espaço, não foi possível postar este poema, que exemplifica de forma AD AD MIRÁVEL o que é hipertexto...
ALEA I – VARIAÇÕES SEMÂNTICAS
(uma epicomédia de bolso)
Haroldo de Campos (1962/63)
O ADMIRÁVEL o louvável o notável o adorável
o grandioso o fabuloso o fenomenal o colossal
o formidável o assombroso o miraculoso o maravilhoso
o generoso o excelso o portentoso o espaventoso
o espetacular o suntuário o feerífico o feérico
o meritíssimo o venerando o sacratíssimo o sereníssimo
o impoluto o incorrupto o intemerato o intimorato
O DAMERDÁVEL o loucrável o nojável o adourável
o ganglioso o flatuloso o fedormenal o culossádico
o fornicaldo o ascumbroso o iragulosso o matrivisgoso
o degeneroso o incéstuo o pusdentoso o espasmventroso
o espertacular o supurário o feezífero o pestifério
o merdentíssimo o venalando o cacratíssimo o sifelíssimo
o empaluto o encornupto o entumurado o intumorato
NERUM
DIVOL
IVREM
LUNDO
UNDOL
MIVRE
VOLUM
NERID
MERUN
VILOD
DOMUN
VRELI
LUDON
RIMEV
MODUL
VERIN
LODUM
VRENI
IDOLV
RUENM
REVIN
DOLUM
MINDO
LUVRE
MUNDO
LIVRE
Programa onde o leitor operador é convidado a extrair outras variantes combinatporias dentro do parâmetro semântico dado as possibilidades de permutação entre dez letras diferentes duas palavras de cinco letras cada ascendem a 3.628.800.
Poema publicado em Invenção. Revista de Arte de Vanguarda, Rio de Janeiro, 1966/67, no. 5, pp. 32-33
Escrito por silvana tecolo às 12h38
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APENAS DOIS PONTOS: VÁRIOS LINKS, MUITAS DEFINIÇÕES

Os recursos para pesquisa e reflexão referentes as obras de escritores e artistas renomados povoam o ambiente virtual, onde a rede disponibiliza informações diversas, muitas vezes trazendo fatos históricos em questão de segundos, algo impossível de se pensar em tempos passados.
Não se tratando este fato de nenhuma novidade, cabe-nos pensar e sugerir a atualização ou mesmo pensar nas estruturas labirínticas que se prestam a interação através de links e interfaces com esta pretensão.
O pai do hipertexto, Theodor Nelson, traz definições sobre termos que até hoje não foram classificados em outras categorais. Quando pensou no projeto Xanadu, Nelson não concebeu de forma alguma que a Internet fosse atuar como uma mera biblioteca, ou enciclopédia, pois o potencial para existir como uma nova forma de ler os signos é muito maior, os dispositivos e programas são capazes de reproduzir e traduzir o que não se pode fazer com os impressos tipográficos.
Fugindo e voltando a discussão, passeando por algumas definições, é interessante a exposição feita Manuel Portela, em 2003, quando este faz uma reflexão a respeito de Hipertexto como Metalivro, trazendo de início a fala de Ted Nelson, que definiu hipertexto como “escrita não seqüencial” e “rede interligada de nós que os leitores podem percorrer de forma não-linear”.
Pensar esta definição de forma simples, nos coloca diante de uma grande problemática, quando ao acessar a rede nos deparamos com uma infinidade de textos digitalizados, que não traduzem este pensamento.
Para entender realmente o significado de hipertexto, um fator que pode ser bastante relevante é o entendimento da poesia concreta, quando esta, assim como a proposta de hipertextualidade protagoniza o experimento da leitura, alterando sua ecologia, fazendo das palavras símbolos iconográficos, transcendendo a ordem de representação do código dos signos.
Exemplos na poesia nacional tem seu expoente marcado por obras de Haroldo e Augusto de Campos, o primeiro autor nos traz Alea I – Variações Semânticas e sobre Augusto de Campos, cabe uma visita ao site oficial www.uol.com.br/augustodecampos, onde se traduz visualmente o que não caberia no papel.
Mesmo com algumas falhas na concepção do site, mais do que ler, ver estes poemas, provocam o leitor à reflexão, trazendo além do colorido, das formas, dos sons, a concretude real do pensamento do poeta, onde o leitor se vê transfomado em protagonista dessa nova leitura, lembrando ainda o que é muito bem colocado por Portela, quando diz que “o movimento da poesia concreta, escorado nos princípios de uma poética minimalista e anti-discursiva, recorreu por vezes a dispositivos cibernéticos para produzir textos. Combinando a textualidade visual com uma investigação sistemática sobre as propriedades sintáticas e semânticas da linguagem, os autores de poesia concreta reconheceram na tecnologia digital um meio particularmente adequado aos gêneros e formas gráficas inventavam.”
Um coração bate forte no site de Augusto de Campos e aqui fica o importante recado de Haroldo de Campos, que maestrinamente traduz em um poema as variações semânticas.
O poema de Haroldo seguirá sozinho em outra página do blog, pois diz a mensagem veementemente que o número de caracteres foi excedido, ele figurará sob o título cumprindo a promessa...
Escrito por silvana tecolo às 12h11
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VESTINDO O JARDINEIRO FIEL

O que representa o natal num país onde todas as religiões existem, ou quase todas?
Recebi um email muito engraçado, onde o centro da discussão de uma festa de final de ano era exatamente este. Alguns não podiam beber, outros não comemoravam o natal nesta data, etc, etc. O email termina com a diretora de recursos humanos internada num hospício...
Começa assim esse texto porque no dia 25 resolvi ir ao cinema depois daquele fabuloso almoço que restara da ceia de natal. No caminho, fiquei imaginando o quanto somos egoístas, já que no feriado internacional católico queremos que outros trabalhem em razão de nosso divertimento, mas enfim...
Chegando no cine Belas Artes, a propósito mais um lugar que causa nostalgia, por conta da reforma que sofreu, aí lá vai o novelinho se desenrolando, por que ao invés da reforma não restauraram o lugar? Que coisa mais invasiva, para se dar acesso a todos é preciso modificar tudo, até o aconchego e a forma de pensar?
Ok, falemos a respeito da adaptação do livro de John Le Carré, dirigido por Fernando Meirelles, crendo que a legenda deste deveria ser em inglês e não em português, ou melhor, que fosse em português a legenda, mas o áudio em idioma queniano ou alemão, mas enfim produção hollywodiana, áudio hollywoodiano.
No filme o ator, Ralph Fiennes, interpreta um diplomata britânico que vive na África,
Justin Quayle, e tem por hobby a jardinagem. Quayle tem sua rotina alterada quando sua esposa é brutalmente assassinada. Decidido a investigar o que houve, ele descobre que o crime foi queima de arquivo, comandada por uma grande empresa farmacêutica que usa africanos como cobaias para testes de remédios contra tuberculose.
Filmado em lugares insalubres, o filme levanta questões sobre a dignidade humana, o quanto o poderio econômico despreza os seres humanos, mostra lutas individuais e ainda revela ora sutilmente, ora explicitamente os sentimentos que perturbam nosso mundo.
Dúvidas sobre relacionamentos, a importância de se fazer alguma coisa para ajudar os menos favorecidos, as vítimas humanas, mostradas através de imagens transformadas em objetivos e reflexos do comportamento social em relação a problemas reais vistos através de lentes mentirosas.
Valores como confiança, amor ao próximo, tolerância e convivência, neste longa-metragem são explorados com elegância e nervosismo.
Independente do estado de espírito em que se veja o filme, ele chega a lembrar o texto do psicanalista, doutor em psicologia clínica e ensaísta italiano, Contardo Calligaris, publicado na última quinta-feira pela folha de São Paulo, onde explora inteligentemente a culpa social.
“Quando encontrar crianças pedindo esmola ou vendendo chicletes, ofereça a cada uma um panetone e um brinquedo. Não vale jogar o pacote pela janela e sair correndo: abra o vidro inteiramente e troque umas palavras. Aproxime-se. Claro, seu gesto não vai mudar o Brasil nem o mundo. Tampouco vai resolver os problemas das crianças que você encontrará. Será que servirá só para acalmar um pouco sua culpa social? Nada disso. Seu gesto terá um efeito específico, relevante e comprovado -um efeito em você mesmo.”
Acreditar em mudanças sociais é uma carência mundial, então porque não deixar de lado as teorias e crer na possibilidade de práticas individuais, já que temos esse algo a mais que nos torna racionais, nossa intuição não deve ser tão desperdiçada por sentimentos desconhecidos, vamos aproveitá-la, não pela efeméride e sim por algo que torne as pessoas mais próximas, mais reais, vivendo verdades e não utopias, a menos que estas sejam realizáveis.
Escrito por silvana tecolo às 12h17
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CESAR CAMARGO MARIANO

Muito bacana o show realizado pelo músico, compositor e arranjador brasileiro, no palco do teatro do SESC Santana, nos dias 3 e 4 de dezembro.
Platéia lotada e um profissionalismo magnânimo no palco, onde o artista é ovacionado nas duas apresentações.
Um fato interessante e uma narrativa sublime enriqueceram ainda mais o show, aumentando ainda mais seu carisma com a platéia.
Em mais ou menos vinte e cinco anos de carreira, o compositor entra no palco trajado impecavelmente e no domingo dia 04, César tem um imprevisto e o bonito fraque preto não é entregue a tempo para a apresentação.
Brilhantemente e com uma humildade presente somente em artistas que sublimam o dom com que foram presenteados, César diz que o piano e o palco são para ele objeto e lugar sagrados, conta para a platéia que seu pai nunca o deixou tocar piano sem camisa. Tão verdadeiro nas palavras como no piano, o que fica são mensagens sonoras que se traduzem pelo silêncio da platéia vivenciando um êxtase através de cada nota tocada.
Os arranjos impressionam e estar diante de um homem com tantas histórias e talento é um privilégio.
Quando o show chega quase ao fim, César faz referencias a diversos compositores, mas o que mais chama a atenção é a lembrança que traz do amigo Milton Santos, onde novamente impressiona pela sinceridade, falando sobre as dificuldades encontradas por este no Brasil e como sua música é reconhecida internacionalmente.
Apesar de não se tratar de nenhuma novidade, provoca no público uma reflexão a respeito de um assunto tantas vezes deixado de lado, onde a imponência da indústria cultural acaba engolindo grandes talentos.
Finalmente termina o show e César Camargo recebe no camarim fãs, entre eles, alguns estudantes de música, com olhos brilhantes e ansiosos por informações, sedentos de algum dia poderem estudar com o mestre, que nunca estudou música.
Conversa com todos da mesma forma, mostrando respeito e carinho pelas pessoas que se encontram diante do mito.
Concluindo em poucas palavras, um artista, profissional e ser-humano digno de admiração.
Escrito por silvana tecolo às 12h15
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Quebra-Nozes

Nesta última quarta-feira, 14 de dezembro, assisti a pré-estréia do espetáculo da Cisne Negro Cia. de Dança, a obra prima de Tchaikovski, Quebra-Nozes.
Encenado em dois atos, o balé conta a fantasia de Clara, uma garota que na noite de Natal ganha muitos presentes, mas se encanta de uma maneira especial por um deles, um boneco quebra-nozes. Quando todos vão dormir, Clara vai à sala para brincar com seu novo presente adormece e entra no mundo da fantasia. Os brinquedos ganham vida, dançam, lutam, viajam para O Reino das Neves e Reino dos Doces, onde Clara e seu príncipe são homenageados com danças típicas de vários países e com um gracioso pas-de-deux da Fada Açucarada.
Este Ballet de Repertório,traz de volta o encantamento, com uma retomada clássica, resgatando o figurino e a elegância destes seres quase mágicos, que com pirouettes, chenners e pivots fazem vibrar e vibram em cada passo com a platéia adulta e infantil.
Ratos no palco, princesas e príncipes, dançam ao som de uma orquestra também mágica.
Com duração de aproximadamente duas horas, o espetáculo não cansa, arranca risos e sublima com a delicadeza dos bailarinos.
.Tão doce, que deixo o poema de Cecília Meireles traduzir um pouco do que se contempla nesta festa que é o Quebra-Nozes.
A BAILARINA CECÍLIA MEIRELES
ESTA MENINA TÃO PEQUENINA QUER SER BAILARINA
NÃO CONHECE NEM DÓ NEM RÉ MAS SABE FICAR NA PONTA DO PÉ.
NÃO CONHECE NEM MI NEM FÁ MAS INCLINA O CORPO PARA LÁ E PARA CÁ.
NÃO CONHECE NEM LÁ NEM SI, MAS FECHA OS OLHOS E SORRI.
RODA, RODA, RODA COM OS BRACINHOS NO AR E NÃO FICA TONTA NEM SAI DO LUGAR.
PÕE NO CABELO UMA ESTRELA E UM VÉU E DIZ QUE CAIU DO CÉU.
ESTA MENINA TÃO PEQUENINA QUER SER BAILARINA.
MAS DEPOIS ESQUECE TODAS AS DANÇAS, E TAMBÉM QUER DORMIR COMO AS OUTRAS CRIANÇAS.
Teatro Alfa – Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 Dias 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21 e 22 de dezembro segunda à sábado, 21h domingo, 18h Platéia Inferior = R$ 60,00 - Platéia Superior = R$ 40,00
Escrito por silvana tecolo às 11h40
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VIRADA ELETRÔNICA

Dentro da programação da Virada Cultural, o SESC Santana trouxe para badalar a noite na zona norte, a virada eletrônica, com um encontro de música e arte eletrônica, intervenções multimídia, internet e cinema.
A ambientação da unidade lembrava as reaves da cidade, transformando o lugar das 22h às 03h em uma salada cultural, sem deixar nada a desejar aos que lá estavam.
Na convivência uma tela gigantesca exibia clássicos de Fritz Lang, Luiz Buñuel, Irmãos Marx, entre outros.
O grupo Mídia Ka realizou uma performance, onde capturavam imagens com uma mini-câmera presa a cabeça de uma das artistas e reproduzidas simultaneamente por um monitor, preso a barriga de outra artista, possibilitando aos participantes assistirem o que rolava em todos os espaços da virada eletrônica, que eram quatro: vagão de trem para dançar, Internet livre, convivência e lounge, no jardim.
Uma das cenas capturadas foi hilária, pois coincidência ou não enquanto o telão exibia Nosferato, José Serra passava em baixo da tela e o público pode presenciar os dentinhos do vampiro junto a imagem do prefeito.
Na Internet, os DJs Nego Moçambique, Julião e Andy incendiaram a pista, que abriga a comedoria da unidade, espaço para refeições. Retirando todas as mesas o lugar foi transformado em pista, dando a sensação de que todos dançavam em um vagão de trem.
Nos telões da Internet os VJs Pedro Paulo Rocha e Saito Tadamiti do Mídiazero, completavam o evento com cenas peculiares e muito pertinentes ao evento.
Em 2006, segundo a prefeitura, tem mais, vamos aguardar e nos programar para virar a noite em vários lugares, percorrendo a cidade, podendo contemplar o que está acontecendo nas várias esferas da arte contemporânea.
Categoria: artes
Escrito por silvana tecolo às 11h21
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SÍTIO DO PICA-PAU AMARELO
O Município de Monteiro Lobato, que recebeu este nome em homenagem ao festejado escritor José Bento Monteiro Lobato, que viveu na Fazenda do Visconde, hoje Sítio do Pica-Pau-Amarelo, está localizado à aproximadamente 120 km de São Paulo. Conhecido como um lugar de passagem e parada dos viajantes que seguiam em direção ao Sul de Minas e aos Altos da Serra da Mantiqueira, quando da inauguração da Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro para Campos do Jordão, a tortuosa e bucólica SP 50, hoje Estrada de Rodagem Monteiro Lobato, foi evitada e o Município foi esquecido por mais de 15 anos. Tal esquecimento foi uma das melhores coisas que poderiam ter acontecido para quem gosta de curtir a natureza, pois este período foi muito importante para a recuperação da região.
As características naturais do lugar revelam suas potencialidades para a exploração turística sustentada, voltada para o ruralismo e com grande preocupação cológica. Seus rios, ribeirões, cachoeiras, colinas e horizonte vislumbram os olhos e proporcionam sensações de raro prazer para quem passa por lá. Neste trajeto é também possível visitar um sitiozinho simpático e curioso, “Sítio do Pica-Pau Amarelo”.
A proprietária manteve a construção original de pau a pique, assim como os pisos e o forro do teto, ambos em madeira importada da Europa, formando desenhos interessantes e diferentes em cada cômodo. O sítio e a casa onde viveu o escritor Monteiro Lobato estão abertos a visitação, localizado na estrada que vai para Caçapava e Taubaté.
A recepção é feita por uma espécie de monitora muito engraçada, que parece de ter saído de um dos livros do escritor, pois a cada cômodo da casa, que conta com 19 quartos, 01 dispensa, 02 salas, 01 cozinha, 01 lavanderia e 01 banheiro, vai repetindo frases decoradas, como por exemplo, “isso é uma oncova”, ao invés de dizer alcova ao referir-se a extensão de um dos quartos da casa e outras afirmações e propostas insistentes para que ninguém esqueça de visitar a Cachoeira do Reino das Águas Claras, os porcos, as galinhas de angola, os patos, enfim tudo que remete ao universo mágico do antigo proprietário. Natureza, história e despretensão, um lugar bonito para passear e aprender com os lobatenses, que além de acolhedores têm um compromisso responsável com a preservação da memória e do meio-ambiente.
Categoria: artes
Escrito por silvana tecolo às 23h49
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ELETRÔNICOS
   
Presente em todos os meios da sociedade, a cultura digital toma conta do repertório da cidade e contempla diversos trabalhos através da 6ª. Edição do FILE, Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, o maior festival de arte e tecnologia do Brasil, que insere o país no contexto mundial das novas mídias, a partir da compilação de produções artísticas no campo das artes eletrônicas e digitais, funcionando como um indicador da pluralidade dessas produções.
Transitando por este universo das novas tecnologias é criada a possibilidade de interagir e atuar nestes novos meios a partir da disposição dos recursos utilizados nos trabalhos de artistas de vários países.
Este ano em FILE Nômade, uma proposta de intervenção urbana, é apresentado por meio do trabalho TRANSFERS, de Matt Roberts.
Transfers é um projeto que explora geração de arte em tempo real e participação do usuário em um ambiente móvel. Transfers permite que o passageiro de um táxi gere uma peça de arte única ao dar instruções ao motorista do táxi. Conforme o carro trafega pela cidade, o passageiro experimenta uma manipulação em tempo real de vídeo e áudio externo ao vivo, captados por uma câmera e um microfone montados dentro e fora do táxi. O carro também é equipado com um GPS que alimenta o computador de bordo com dados como velocidade, direção, longitude e latitude. Esse computador roda um software de manipulação de áudio e vídeo customizado que usa os dados do GPS para tomar decisões sobre como o áudio/vídeo é manipulado e então visto e escutado pelo passageiro. As manipulações de vídeo ao vivo são exibidas em duas telas LCD e ouvidas pelo sistema estéreo do carro. Como o usuário indica ao motorista aonde ir, ele se torna ao mesmo tempo performer e espectador, experimentando uma peça de arte única gerada por suas decisões. O software também grava essa performance e no final do percurso o passageiro recebe um CD com um filme QuickTime de sua performance.
Para refletir e pensar a hibridização das linguagens, a produção musical, o avanço tecnológico e seu impacto na arte é indispensável uma visita a Galeria de Arte do SESI, na Av. Paulista, 1313, que abriga esta exposição, de 1 a 20 de novembro, terça-feira a sábado, das 10 às 20 horas, domingos das 10 às 19 horas, com entrada gratuita, o FILE 2005.
Categoria: artes
Escrito por silvana tecolo às 12h03
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Quarta-feira, sem falta lá em casa estréia no SESC
Quarta-feira, sem falta lá em casa estreiou na última sexta-feira, no teatro do SESC Santana.
Nesta região tão carente de equipamentos culturais o espetáculo foi sucesso de público, com ingressos esgotados na véspera da apresentação.
A peça é uma comédia que trata da amizade entre Alcina e Laura, duas amigas de longa data que se encontram semanalmente para trocar confidências. Alcina é representada por Beatriz Segall e Laura, por Nicette Bruno.
O texto enfoca a burguesia com sua moral e seus costumes revelados na irreverente interpretação das duas atrizes, que trocam confidências por quarenta anos.
Alguns fatores que não podem passar despercebidos para o sucesso da estréia é sem dúvida o forte nome das atrizes e o baixo custo da bilheteria, marca presente nos teatros do SESC.
A população está se apropriando de todos os espaços deste equipamento e também do teatro, o que é realmente interessante, pois é possível ouvir declarações de pessoas que nunca foram ao teatro, mesmo morando em São Paulo, seja pela distância ou pelo valor dos ingresssos.
Para contemplar a inauguração e a consolidação do equipamento serão apresentados no teatro no mês de novembro, a Cia de Dança Augusto Cuvillas, Gilles Jobin e o Show de Paulinho da Viola, entre outras, atraindo público de várias regiões.
Vale a pena conferir, acessando o site www.sescsp.org.br, ou pelos telefones do SESC Santana – 6971-8700.
Escrito por silvana tecolo às 12h49
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OS TRABALHOS COMPARTILHADOS O FILE - festival internacional de linguagem eletrônica vem propondo estratégias a produtores culturais no intuito de potencializar perspectivas multiplicadoras que incrementem e desenvolvam processos vivos de heterogêneses na cultura digital. Lançou-se desta maneira uma nova proposta a que se chamou de trabalhos compartilhados. Seriam eles, que na atual conjuntura cultural poderiam desencadear procedimentos e performances inaugurais que preencheriam expectativas no que tange a criatividade coletiva,bem como nos aspectos ainda não explorados pelo panteão cultural da digitalidade,contribuindo também para a deconstrução de comportamentos “artísticos” herdados pela cultura da transcendência. Trata-se de encontrar novas táticas de conectividade e de transformação na confecção de produções culturais que não são mais feitas pela tutela da unicidade autoral ou pelo consenso das disciplinas instituídas. Desencadeiam-se assim por um lado acontecimentos inomináveis de alteridade e por outro trabalhos multi-celulares cuja transversalidade criativa produz o cruzamento de mundos até então incompatíveis e de poéticas na qual suas existências seriam impossíveis.
Quanto ao site da 25ª. Bienal, que contou com vários trabalhos de webarte não houve uma preocupação em colocá-los a disposição do público.
Não existe um site oficial e em visita a um site similar, não é possível interagir com as obras, sendo que a única mensagem disponível é de que o site encontra-se em construção.
Escrito por silvana tecolo às 12h48
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É possível humanizar a arquitetura urbana?
Viver em São Paulo é como estar dentro de um grande museu, dividido pelo tempo, pelas ruas e pelos espaços característicos de seu zoneamento, de sua arquitetura e de suas diversas sociedades que dentro de uma mesma cidade vivem realidades distintas.
Quando se vai ao centro velho, percebe-se o abandono de lugares que configuravam o explendor da vida paulista, como os hotéis da Vieira de Carvalho, as esculturas da praça da República o glamour nostálgico cantado por Caetano, quando homenageou as avenidas Ipiranga e São João, com um bar Brahma bem diferente deste que lá existe hoje, com um cinema Comodoro e um Cine Espacial, que vejam só, era circular.
Resiste firme o centro, resiste com aconchego, parece que por ser velho entende a todos, é como se desse um abraço e ao mesmo tempo gritasse por socorro.
Essa arquitetura de cimento tão condenada fica muito frágil quando aproxima-se da modernidade, pois a contemporaneidade nos trouxe imponentes construções, como o Instituto Tomie Otake, o SESC Pinheiros, o MASP e outros espaços que mostram seu poder e muitas vezes causam um certo estranhamento, mas esse tipo de provocação traz um consigo um sentimento de inibição, não sendo tão convidativo como se pretendia, já que foram pensados para circulação e visitação de público.
De outro lado equipamentos como shoppings centers, não afastam o indíviduo, muito pelo contrário atraem cada vez mais consumidores, claro que neste caso o apelo é diferente, mas se observarmos com cuidado, notamos que a fatia ansiada por estes centros é tornar-se cada vez mais um local de lazer e não apenas de compras, mas claro que esta diversão será muito bem paga.
Existem muitas outras obras para serem apreciadas em São Paulo, como os casarões da Av. Paulista, as casas da Vila Madalena, que em sua grande maioria já se transformaram em ateliês, etc.
Morar em apartamentos e não em casas, visitar espaços concebidos para serem muito maiores que o homem, talvez essa cidade matrix nos assuste um pouco, porque sugere a fragilidade do individuo, mostra como tudo ao redor é maior, mas não mostra como pertencer aos lugares.
Para entender melhor estas é importante uma visita a VI Bienal Internacional de Arquitetura, que tem como tema “Viver na Metrópole Realidade, Arqueitetura, Utopia, que propõe a discussão entre arquitetos, urbanistas e principalmente entre outros segmentos da sociedade, sobre o que significa morar numa metrópole hoje, o que entendemos como extensões à habitação, e quais seriam os complementos urbanos que se fazem necessários para uma morada digna. Pretendemos também, dando seqüência ao ideário da 5º BIA, mostrar numa linguagem acessível, leve e alegre, o que os arquitetos estão produzindo no Brasil e pelo mundo, de forma que a 6º BIA possa, ainda mais profundamente, dialogar com o cidadão não arquiteto que mora e trabalha nas grandes cidades, dando a ele condições de entender a importância da arquitetura na sua vida cotidiana (Arq. Pedro Cury e arq. Gilberto Belleza.”
VI Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo 22 de outubro a 11 de dezembro de 2005, terça a quinta, das 12h às 22h Sextas, sábados e domingos, das 10h às 22h Fundação Bienal de São Paulo, Avenida Pedro Álvares Cabral s/n° - Parque Ibirapuera, portão 3. Crianças até 6 anos não pagam. Estudantes, crianças de 7 a 12 anos e maiores de 65 anos pagam meia. Informações e programação http://bienalsaopaulo.globo.com
Escrito por silvana tecolo às 22h30
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Que Chita Bacana
Bacana e lúdica esta exposição é um convite a um belo passeio por lugares coloridos, interativos e curiosos.
O visitante entra em uma Cobra gigante com sinos na boca e cobrinhas criativamente instaladas em seu interior que iluminam os olhos e arrancam sorrisos das crianças e dos adultos.
Saindo pelo rabo da cobra podemos dançar com bonecos de pano que têm altura de 1,50m mais ou menos, muito engraçados e que ficam aguardando pelos visitantes, sentados em cadeiras forradas por chita. Esse espaço é um boi bumbá, conhecido por casa da Arlete, e ainda têm as fantasias no espaço Capitão Cavalo Marinho, tudo isso no quintal da exposição.
A trajetória da chita é demonstrada por meio de um mapa que grifa a chegada do tecido ao Brasil.
Há ainda a estampa produzida por uma artista plástica especialmente para a realização da exposição e a cada 40 minutos adultos e crianças participam de oficinas de criatividade, prestigiam um teatro de mamulengos e assistem a um pequeno documentário no cine Chitá descobrindo assim o processo de fabricação do tecido.
Nos outros espaços, curiosidades como um paletó do Chacrinha, as citações literárias de alguns autores sobre a chita, engenhocas em movimento e muito mais.
Muito bem distribuída nos e alcançando o objetivo de ser o que está sendo, bacana, uma exposição muito bacana e com informações traduzidas de maneira bem legal.
Vale a pena uma visita com a família. A exposição estará aberta até 18/12/2005, de terça a domingo, das 9h às 18h.
O SESC Belenzinho fica à Rua Álvaro Ramos, 915, telefone 6602-3700, site www.sescsp.org.br.
Escrito por silvana tecolo às 22h51
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