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VIRADA ELETRÔNICA

 

 

 

Dentro da programação da Virada Cultural, o SESC Santana trouxe para badalar a noite na zona norte, a virada eletrônica, com um encontro de música e arte eletrônica, intervenções multimídia, internet e cinema.

A ambientação da unidade lembrava as reaves da cidade, transformando o lugar das 22h às 03h em uma salada cultural, sem deixar nada a desejar aos que lá estavam.

Na convivência uma tela gigantesca exibia clássicos de Fritz Lang, Luiz Buñuel, Irmãos Marx, entre outros.

O grupo Mídia Ka realizou uma  performance, onde  capturavam imagens com uma mini-câmera presa a cabeça de uma das artistas e reproduzidas simultaneamente por um monitor, preso a barriga de outra artista, possibilitando aos participantes assistirem o que rolava em todos os espaços da virada eletrônica, que eram quatro: vagão de trem para dançar, Internet livre, convivência e lounge, no jardim.

Uma das cenas capturadas foi hilária, pois coincidência ou não enquanto o telão exibia  Nosferato, José Serra passava em baixo da tela e o público pode presenciar os dentinhos do vampiro junto a imagem do prefeito.

Na Internet, os DJs Nego Moçambique, Julião e Andy incendiaram a pista, que abriga a comedoria da unidade, espaço para refeições. Retirando todas as mesas o lugar foi transformado em pista, dando a sensação de que todos dançavam em um vagão de trem.

Nos telões da Internet os VJs Pedro Paulo Rocha e Saito Tadamiti do Mídiazero, completavam o evento com cenas peculiares e muito pertinentes ao evento.

Em 2006, segundo a prefeitura, tem mais, vamos aguardar e nos programar para virar a noite em vários lugares, percorrendo a cidade, podendo contemplar o que está acontecendo nas várias esferas da arte contemporânea.

 



Categoria: artes
Escrito por silvana tecolo às 11h21
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SÍTIO DO PICA-PAU AMARELO

O Município de Monteiro Lobato, que recebeu este nome em homenagem ao festejado escritor José Bento Monteiro Lobato, que viveu na Fazenda do Visconde, hoje Sítio do Pica-Pau-Amarelo, está localizado à aproximadamente 120 km de São Paulo. Conhecido como um lugar de passagem e parada dos viajantes que seguiam em direção ao Sul de Minas e aos Altos da Serra da Mantiqueira, quando da inauguração da Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro para Campos do Jordão, a tortuosa e bucólica SP 50, hoje Estrada de Rodagem Monteiro Lobato, foi evitada e o Município foi esquecido por mais de 15 anos. Tal esquecimento foi uma das melhores coisas que poderiam ter acontecido para quem gosta de curtir a natureza, pois este período foi muito importante para a recuperação da região.

As características naturais do lugar revelam suas potencialidades para a exploração turística sustentada, voltada para o ruralismo e com grande preocupação cológica.
Seus rios, ribeirões, cachoeiras, colinas e horizonte vislumbram os olhos e proporcionam sensações de raro prazer para quem passa por lá. Neste trajeto é também possível visitar um sitiozinho simpático e curioso, “Sítio do Pica-Pau Amarelo”.

A proprietária manteve a construção original de pau a pique, assim como os pisos e o forro do teto, ambos em madeira importada da Europa, formando desenhos interessantes e diferentes em cada cômodo. O sítio e a casa onde viveu o escritor Monteiro Lobato estão abertos a visitação, localizado  na estrada que vai para Caçapava e Taubaté.

A recepção é feita por uma espécie de monitora muito engraçada, que parece de ter saído de um dos livros do escritor, pois a cada cômodo da casa, que conta com 19 quartos, 01 dispensa, 02 salas, 01 cozinha, 01 lavanderia e 01 banheiro, vai repetindo frases decoradas, como por exemplo, “isso é uma oncova”, ao invés de dizer alcova ao referir-se a extensão de um dos quartos da casa e outras afirmações e propostas insistentes para que ninguém esqueça de visitar a Cachoeira do Reino das Águas Claras, os porcos, as galinhas de angola, os patos, enfim tudo que remete ao universo mágico do antigo proprietário.

Natureza, história e despretensão, um lugar bonito para passear e aprender com os lobatenses, que além de acolhedores têm um compromisso responsável com a preservação da memória e do meio-ambiente.



Categoria: artes
Escrito por silvana tecolo às 23h49
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